|
O coronel da
reserva Ubiratan Guimarães foi condenado a seis anos por cada um dos 111
assassinatos de presos do Carandiru, no dia 2 de outubro de 1992, no que
ficou conhecido como massacre do Carandiru. No total, a pena chega a 632
anos, mas ele não cumprirá mais que 30, segundo a lei brasileira.
A sessão secreta que definiu a sentença começou às 22h. Surpreendeu aos
promotores de Justiça e à própria defesa a rapidez com que o júri decidiu a
sentença. Por volta das 23h30, a sentença, lida pela juíza Maria Cristina
Cotrofe já estava sendo redigida.
A mulher, o filho, amigos e policiais estiveram Fórum Ministro Mário
Guimarães, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, acompanhando a
divulgação da sentença do coronel Ubiratan.
Os jurados ficaram confinados durante dez dias, incomunicáveis. Neste
período, não puderam entrar em contato com a família ou amigos.
Os sete jurados foram proibidos de comentar o julgamento entre eles. Eles
receberam, na fase final do julgamento, perguntas formuladas pela juíza
Maria Cristina Cotrofe, em relação aos 111 mortes e cinco tentativas de
homicídios.
Ao final de 10 dias de julgamento, eles aparentavam cansaço no julgamento
mais longo da história do Judiciário de São Paulo.
A questão mais importante era a de número três _a que questionava sobre a
participação e responsabilidade do coronel no massacre.
O julgamento demorou dez dias, quando foram ouvidas 15 testemunhas _dez da
acusação e cinco da defesa.
Guimarães, 58 anos, foi condenado também por irregularidades como ter
indicado 4 capitães da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) para
comandar o massacre em cada um dos andares do pavilhão 9.
Além dos 111 mortos houve mais de 120 feridos. Embora não seja ilegal, a
Rota só deve ser usada em último caso numa operação interna. A acusação
afirma que a situação não estava descontrolada, e que os detentos já haviam
entregue armas, como facas e estiletes.
O massacre do Carandiru teve repercussão internacional devido à quantidade
de mortos envolvidos e também pela forma como os presos foram abordados e
mortos pela polícia.
O julgamento foi marcado por acusações mútuas entre defesa e a acusação.
Nesta sexta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de
suspensão do julgamento do coronel. O pedido havia sido feito pelos
advogados que defendem 48 PMs que participaram do massacre do Carandiru em
outubro de 1992.
Os promotores que acusavam o coronel Ubiratan Guimarães pelo massacre
decidiram responsabilizá-lo pelas mortes de 102 detentos, e não 111 como no
início do processo.
Para a promotoria, no dia do massacre ocorreram nove mortes provocadas por
"armas brancas", com facas e/ou estiletes, provocando dúvida sobre a autoria
dos crimes. As mortes por "armas brancas" podem ter sido provocadas durante
briga entre os próprios presos. Font: Folha
Aguarde carregar as fotos de Homicídio do Coronel
Ubiratan..







Atenção - Quem Matou ?
Página
Principal>>>>
+ +
Página principal
Temos agora:
Gostou ? Confira mais fatos
da vida real acessando:
www.cabuloso.com
Desde
2005 - Cabuloso.com
- Todos os Direitos Reservados
|